sábado, 19 de maio de 2012

Quando a boca se cala


A boca se cala.
E o coração grita.
Perde o ego da fala.
Transformando em sangue a saliva.

Língua que tagarelou.

Até se retalhar,
Com suas próprias palavras que citou.
E que veio a se engasgar.

Ouvido que não soube ouvir.

Boca que não soube se conter.
Os dentes tornaram-se espinho.
Cordas vocais que veio a se retorcer.

Lábios blasfêmico.

Com batom de veneno.
Que morreu remoendo-o.

Atrás da parede da solidão.

Com a boca se calando pronunciando palavrão.

                                                 Fredy letras

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